Rádio Corredor | Da redação | 25/02/2026 18h43

Todo dia um malandro e um otário acordam, se preparam e saem de casa.

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Sabedoria da vida

Todo dia um malandro e um otário acordam, se preparam e saem de casa. Em um momento do dia eles se encontram. Conversam, falam de alguma coisa, algo que em 99% das vezes, na política acontece. A questão é a arte do encontro, ainda mais em pré-campanha de ano eleitoral. Quem olha de longe, pergunta então: como pode ser tão perfeita essa química?

Jogador caro

Segundo informações veiculadas na Folha de São Paulo, uma certa pré-candidatura sul-mato-grossense teria preço, e dos mais altos, para uma negociação em 2026. O material no referido jornal, com repercussão em outros tantos, aponta que, 8 anotações de Flávio Bolsonaro mapearam situações de sequência, ou até retirada, de algumas futuras jornadas eleitorais. Até aí nenhuma novidade, contanto a questão que poderia envolver o suposto "refugo por recompensa". Dilema que até existe nos bastidores, mas sempre uma questão que "ninguém frontalmente viu".

3I/Atlas de MS

Na denúncia,  escritos de próprio punho do presidenciável de Jair Bolsonaro teriam orçado a virtual campanha de Marcos Pollon ao Governo de Mato Grosso do Sul em R$ 15 milhões.  Valor que para "maldosos de plantão" será avaliado como o preço para uma possível desistência. Já para o conservador raiz, que sonha com uma candidatura verdadeiramente de direita, outra visão:  chance de uma das concorrências contra Eduardo Riedel não vir para brincadeira.

Aliás...

Prova de fogo para o deputado federal do PL que possui uma rica e dramática jornada recente na política.  Na luta conservadora há mais de duas décadas,  como candidato, Pollon só apareceu em 2022, quando foi, inclusive o mais votado no pleito,  além de ser o único a superar o teto de 100 mil votos. Já no mandato iniciou com forte ritmo de apresentação de projetos, presença em comissões temáticas e continuidade de visitas nas cidades sul-mato-grossenses. Performance que lhe rendeu a presidência estadual do PL, mais trabalho, mais sucesso e depois um "jaguané" emblemático em 2024.

Nem Einstein entenderia...

Se a política local, principalmente a Direita, precisava de alguém para ativar bases, tinha conseguido. Se a questão era o garimpo por novos nomes na vida pública,  que emergiram do empresariado e do Bolsonarismo,  Pollon parecia uma solução.  Todavia, com o coronelismo de Mato Grosso do Sul não se desafia. Prova disso foi o período de 2024, entre abril e agosto, no qual todo um trabalho de institucionalização do PL foi derretido em meio a um feroz ataque de reputação e fritura.  Um extrato de que por aqui a equação às vezes é invertida. 

Estratégia?

A Senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) tem aplicado uma estratégia bastante inusitada de holofote, que pode ser um veneno para o seu futuro político, mas tem alguma chance de dar certo no quesito visibilidade.  Como vilã para a Direita, segue, sem qualquer pudor, a cruzada de provocações direcionadas. O que a leva para manchetes não apenas na mídia tradicional, já que veículos nichados do conservadorismo também mordem a isca. A última polêmica foi a "zombaria" da situação de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, na qual ela questionou: "Alguém já morreu de soluço?".

Viés...

Em uma eleição na qual "coragem" e autenticidade serão cobradas de políticos,  métodos à parte, o comportamento ofensivo de Soraya, ou de outros, terá certamente alguma atenção.  Isso, se o antídoto da indiferença não for adotado logo! Tudo por conta da plasticidade que o discurso político deve adotar em um pleito essencialmente controverso.  Aos que adoram ver o passado para entender o futuro, há a grande chance de 2026 ser bem semelhante a 2018, com exponencialidades mais amplas. O "hardcore", e muito suor na pista, estarão na moda, então quem terá vigor para essa festa?

Memória de ontem

Outro Bolsonaro,  com a linha de enfrentar de peito aberto o sistema, adversários e até se impor na Direita com extrema força, será muito difícil de acontecer. Mesmo como deputado federal, com poucas chances de aparecer, Jair deu o seu jeito. Questionável ou não, provocou inúmeras vezes a "Comissão da Verdade", ao defender insistentemente Carlos Alberto Brilhante Ustra, ou ainda ter no gabinete a placa que ironizava a busca de parentes por ossadas de desaparecidos. O recado era claro na mensagem, "quem procura osso é cachorro!"


 

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