Rota Bioceânica transforma MS em peça estratégica na disputa entre China e EUA
Bom pro MS
Se tem algo pertinente a Mato Grosso do Sul, em meio ao caos, que a geopolítica internacional se transformou, tem a ver com a Rota Bioceânica. Termo inclusive que possuirá duas matrizes no Brasil, isso se a China mantiver operações no país. Risco que era remoto, mas já existe , em razão de um relatório de Segurança do Congresso Norte-americano apontar a presença de duas bases chinesas em território brasileiro: uma em Aguiar na Paraíba e outra na Bahia, na pequena cidade de Tucano.
Vale lembrar...
Uma das rotas passa por Mato Grosso do Sul, é a grande esperança de Campo Grande-MS e une Santos a portos no Chile. Já, outro caminho que une os oceanos liga o litoral baiano à saída para o Pacífico no Peru. Nos dois projetos há grande interesse chinês, dinheiro chinês aplicado e uma integração que nada agradará a nova versão da Doutrina Monroe. O problema é que prestes a virar realidade o mundo tensional, tendo como lados dessa polarização, China e Estados Unidos.
Controvérsia
Xerifão do mundo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também ídolo no "Bolsonarismo Raiz" pode, inclusive, entender as instalações como motivo para rusga com o Brasil. No entanto, o que seria o impeditivo, na visão do Itamaraty tem a ver com a boa tradição diplomática do país, a "química" que Luiz Inácio Lula da Silva desenvolveu com o líder da nação mais poderosa do mundo, ou ainda até a demanda de uma mediação internacional ser acionada, para este incrível território inofensivo, neutro e que possui boa relação com todo o mundo.
Eleição é logo ali
Neste caso, o protagonismo de Lula fora do Brasil seria um forte cabo eleitoral para um governo de desenvolvimento truncado, com escassos resultados internos. Isso porque, o presidente brasileiro tem algo raro no mundo, consegue dialogar bem com Trump e com o Irã, nações que estão prestes a iniciar um conflito global. Sem contar, que França, Alemanha e nações africanas, além da turma influente do BRICS (destaque à Rússia e China) também serviriam de passaporte para essa aventura do petista. Enquanto isso, em terras tupiniquins a violência explode e a economia esfarela...
Trilema
A coisa é tão enroscada que para ser bem explicada precisaria de uma metáfora regional: a habilidade intersetorial política de Eduardo Riedel. Governador de Mato Grosso do Sul, nome citado para a reeleição, trata-se de uma personagem com diversas linhas de empatia. Embora seja do Agronegócio e se diga da Direita, o perfil técnico tem praticidades do Centro, o que lhe garante uma boa relação, mesmo velada, com a Esquerda. Na verdade, um político que simboliza o verdadeiro manual de sobrevivência à polarização e a multipolaridade dos partidos no Brasil.
Próxima vez pede música...
Quem pode pedir música no Fantástico, a próxima vez que indicar um pré-candidato ao Senado, e ver o projeto implodir, é o deputado federal Rodolfo Nogueira. No "combinadinho" anterior com Jair Bolsonaro, seria a esposa dele, Giani Nogueira a escolha do ex-presidente para esta missão, todavia, a promessa "molhou". E já foi assim, em 2018, quando a escolha de Rodolfo para a disputa ao Senado era o ex-presidente da União das Câmaras de Mato Grosso do Sul, Jeovani Vieira dos Santos (eterno parlamentar em Jateí-MS). A contradição na época foi que ele precisou ceder a chance para Soraya Thronicke, mais bolsonarista na ocasião daquele pleito.
Pontual e com sobrevida
Vitorioso nas disputas de bastidores foi o deputado federal Marcos Pollon, apontado por Bolsonaro como o seu futuro candidato ideal ao Senado por Mato Grosso do Sul. Até a definição, polêmica de bilhetes e anotações, porém, o que importa é como tudo se cristalizou. E ao que parece o tecido da decisão é firme, gerando para outras esferas a pressão de encontrar alguma brecha que sobre. Em primeiro mandato político, qual se elegeu como mais bem votado, quatro anos depois terá o desafio de nova aprovação Popular, desta vez em um cargo bem mais importante.
Efeito colateral
Tal situação pode render a Pollon um protagonismo também na eleição de outros nomes, para a Assembleia Legislativa, até para a Câmara dos Deputados ou reflexos na disputa de players que sonhem em governar Mato Grosso do Sul, de 2027 a 2030. Após um 2025 conturbado, o parlamentar consegue se reerguer, justamente na fase mais crônica e decisiva para várias pré-campanhas. Diante disso, diferenças à parte, é oportuno que surjam na Direita alguns alinhamentos programáticos. Nada de "amor eterno sendo jurado", apenas a sensatez que possa unir pessoas contra o "Lula 4".
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