Pré-campanha afunila cenário político
Afunilando
Com a pré-campanha a pleno vapor, as identidades políticas, ou a falta disso, começa aos poucos a ter evidências. O que significa um ótimo momento para a "Direita Puro Sangue", representada por poucos em Mato Grosso do Sul. Isso porque, para rezar essa cartilha é preciso ainda o alinhamento ao Bolsonarismo e apoio total, integral e incondicional a Flávio Bolsonaro. Adesão que já está sob avaliação. Até porque, apoiar depois que a candidatura decolar de vez fica fácil. Mas, entretanto, porém e todavia, caroneiro é caroneiro, e para ser um, ou uma, duas coisas bastam: aparecer em ano eleitoral e ter uma "cara de pau" não tenha escrúpulos ao "abraçar alguém".
Falando nisso...
Ex-bolsonarista e agora também "Ex-Podemos", Soraya Thronicke tem uma nova legenda para chamar de sua: o PSB. A troca veio, mesmo com todo o espaço dado anteriormente pela sua antiga sigla, da qual foi presidente estadual do diretório de Mato Grosso do Sul, função que lhe garantiu total tranquilidade e autonomia. Sobre a mudança, o pouco que existe de lógica política, tem a ver com o alinhamento ao escopo político do PT, e o projeto do "Lula 4". Vale lembrar, que Soraya, há quatro anos, ao disputar as eleições usou o mote de que o brasileiro estava "cansado da polarização", porém, cabe a ela hoje "viver da polarização". Controvérsias da vida pública.
Tente outra vez...
Provando que a política é uma missão, o advogado tributarista Roberto Oshiro deve concorrer em mais uma eleição, e a ambição deve ser grandiosa, pelo que acena hoje os bastidores. A oportunidade tende a ser no Partido Novo, onde a empreitada pode render até uma candidatura a Senador. Mais que o giro alto do projeto, existe o risco que envolve a escolha, uma vez que uma nova derrota pode enfim sepultar a sua relevância na vida pública. Em 2024, comparando as alternativas de vices das "players" do pleito, ficou claro uma maior contribuição da Dra.Camila na chapa de Adriane Lopes, enquanto de Oshiro se esperava muito, contudo o retorno foi baixo. Perdões à parte, a experiência ainda envolvia um certo ineditismo e o maior dos problemas foi outro: a falta de grana em relação à concorrência.
Mantido e pronto para o mesmo número
O deputado federal Marcos Pollon, preferido de Jair Bolsonaro para ser o candidato ao Senado pelo PL de Mato Grosso do Sul, explicou em rede social a sua decisão de seguir no partido. Segundo ele, não havia motivo para sair da legenda, para a qual, inclusive, foi por conta do Presidente. Ao "seu público" relatou que, no entanto, a decisão tem o seu ônus, infelizmente. Por incomodar interesses do sistema, a consequência passa a ser abordagens a ele de assassinato de reputação, prática, aliás, que o parlamentar passou a enfrentar fortemente durante o ciclo que presidiu no Estado a sigla. E como tudo, de verdade, só se define na convenção, resta saber, se depois disso acandidatura irá virar realidade.
Não, obrigado
Cogitada para ser vice de Eduardo Riedel por algumas pessoas, Rose Modesto representaria o próprio casamento do Progressistas com o União, que já é previsto na federação com as duas siglas. Porém, a linha pessoal e projetos maiores contaram mais. A "Morena" deve concorrer mesmo a uma das vagas de deputada federal, e uma certa futurologia aponta que em 2028 ela seja franca favorita para se eleger prefeita de Campo Grande. Então, o que dependeria para esse sucesso acontecer? Uma das coisas é não transformar 2026 em fiasco, pois vencer, pelo menos, é essencial. Já outra prioridade é escolher com mais propriedade um vice na próxima vez que disputar o comando da maior cidade do Estado.
Badalada
Na pré-campanha, em abril pelo menos, os nomes mais badalados são dois apadrinhados de Eduardo Riedel. A dúvida que fica, é se essas "novas estrelas" terão realmente uma estrutura de "Champions League". Um dos efeitos do "Oba-Oba" é o possível inflacionamento das primeiras aquisições, algo que impera no mundo de Marcelo Miranda e de Viviane Luiza, que trocou o Progressistas pelo PSDB. Neste sentido, o primeiro tem alguma vantagem, por já ter sido "boi de piranha" em 2022. Contra eles pesa o "próprio perfil" e a história do "eu fiz", "eu sou" e a distância social de ambos para o povão. Como diz a sabedoria popular, eleição é eleição e na hora que entra a peregrinação popular a coisa muda de esfera.
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