Rádio Corredor | Da Redação | 16/05/2026 07h00

Política, impostos e bastidores em ebulição

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Contraditório, porém...

Em meio a ampla queda de popularidade do Governo Lula 3, o Ministério da Fazenda apronta mais uma: o Split Payment. Mecanismo que será mais um, para projetar arrecadação, de uma gestão voraz em recursos, com registro recente R$ 1,037 trilhão da dívida fiscal brasileira. Déficit nominal  que não se estende apenas à União, por também englobar os Estados, mas que diz muito a respeito, de como o país vem sendo conduzido nas mãos do PT. E ao que parece, a taxação da "blusinhas da Shopee (entre outras plataformas)", de agosto de 2024, como muitos economistas avisaram, foi apenas um paliativo. Mais complicado ainda é o disparate da nova equipe econômica do presidente,  que avisa estudar a possibilidade de uma revisão na tarifa imposta de US$50 para importações do e-commerce internacional. Em ano eleitoral essa benevolência,  incrivelmente, aparece, e há quem defenda.

Apontando o dedo

Implacável, está a marcação do pré-candidato a governador, João Henrique Catan, que tem publicado na rede social várias animações, em que critica a posição política de Eduardo Riedel. O boneco do desenho não possui muitas semelhanças físicas com o governador de Mato Grosso do Sul, porém,  muitos detalhes indicam a sua menção bem evidente.  Na cutucada mais aguda ao rival, bastante visualizações no episódio que ilustra a paradoxal postura do ex-tucano em se movimentar sem pudor, entre os extremos da polarização. A investida de Catan mostra um Riedel que possui no guarda roupa uma camisa do Brasil e outra do PT, faces de uma "vida dupla", em que se promove ao lado de Flávio Bolsonaro e depois com Lula. O ataque tem um viés estratégico,  embora esteja longe da campanha, pois desvenda questões a serem refletidas sobre a verdadeira identidade de quem venceu o último pleito.

Operação Narcofluxo

Quem não dorme no ponto é a Polícia Federal que deflagrou mais uma fase de desdobramento da "Operação Narcobet", intitulada nesta etapa, de "Operação Narcofluxo". O caso é nacional, entretanto, pode sim remeter a reflexões regionais, principalmente às vésperas de outra eleição.  Na novela da vida real, que veio a público, um escandaloso esquema que movimentou, só nos últimos 24 meses, o total de R$ 1,6 bilhão, tendo como pivô o MC Ryan SP. A quantia representa um valor que supera o patamar anterior do Fundo Eleitoral, sendo agora o equivalente a 1/3 do dinheiro que partidos políticos terão para financiar suas campanhas. E porque a mudança? Coisas do Orçamento aprovado para 2026, que reduziu a aplicação de recursos para bolsas de estudo,  despesas previdenciárias e até reduziu o programa "Pé de Meia" do Governo Lula 4, com incentivos para a Educação. 

Target! Só a Justiça não vê...

Sem acesso a uma educação gratuita de qualidade, perspectivas profissionais e um aroxo total nas contas domésticas, a família brasileira perece. Realidade que favorece muito a política,  pois é de lares desestruturados que se alimenta a contratação barata, e muito prática, de cabos eleitorais. Alguns, sem contrato, e com pagamentos informais, contudo, garantidos regularmente, fazem parte da contabilidade oculta de pré-campanhas. Dinheiro que se mistura com várias vertentes, gerando um "dumping" que desfavorece absurdamente a concorrência,  inclusive, em uma fase do processo que mais consiste em apresentações.  O problema é grave, e mais crônico também por encontrar leniência da sociedade e da Justiça.  Afinal quem denuncia esse tipo de prática? O certo é que investigações como a da "Narco Fluxo" cruzam informações com outros inquéritos e dados da Receita Federal, para que o apoio da bandidagem apareça com digital na política. 

Falando nisso...

Se há uma recorrência sempre em eleições, é o "migué" que políticos de Mato Grosso do Sul aplicam nas suas declarações de imposto de renda. Um exemplo disso, foi a tétrica casa de Alcides Bernal, motivo pelo qual ele baleou um homem, que vinha para tomar posse da propriedade, após arrematá-la em leilão.  Acontece, que a residência, segundo se apurou em virtude do assassinato ocorrido em março, não foi indicada em registros de prestações de contas para a Justiça Eleitoral, em vezes que o ex-prefeito voltou a concorrer a cargo público.  Com o "bafafá" todo, houve agora denúncia quanto a essa possível irregularidade, todavia, algo na linha do que significa "custo de oportunidade" de antigos rivais. Infelizmente Bernal não é uma exceção, muito por conta da legislação permitir brechas, para que candidatos consigam se apresentar como "pessoas normais", quando a verdade é que muito do verdadeiro patrimônio fica escondido. 

Novamente badalado

Nanico, em virtude dos últimos anos da política brasileira, em solo sul-mato-grossense, o PSDB também se reinventa. Missão que será muito complicada a uma legenda que foi hegemônica no Estado, desde 2015, vivendo agora um crepúsculo sem a liderança do seu último líder. Nos tempos mais recentes de Reinaldo Azambuja no ninho tucano, a sigla chegou a ter a maior bancada na Assembleia Legislativa, poderio concentrado ainda em eleger sempre deputados federais pelo Estado, nos pleitos de 2018 e 2022. Quatro anos depois deste feito, a única solução parece ser a de adesão à nova onda do partido, mais adepto a se assumir como Centro, além de embarcar no devaneio da possível escolha por Ciro Gomes. "O pau que rola nas redes é que o Cirão da Massa irá concorrer de novo para presidente, será?". Caso aconteça,  uma das agendas que não acontecerá, certamente, é a visita a Campo Grande, ou a Dourados.  Nem anfitrião direito há por aqui.



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