Rádio Corredor | Da Redação | 01/03/2026 07h00

País em crise, dinheiro curto no bolso do trabalhador, mas na política a promessa é de bonança.

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País em crise, dinheiro curto no bolso do trabalhador,  mas na política a promessa é de bonança. Cenário que "aquece a movimentação financeira" nos 79 municípios,  em ano eleitoral. Boa notícia? Não para quem gera "emprego de verdade" que terá para recrutamentos urgentes essa concorrência leonina.

Tucanato hegemônico

A expectativa é que outro evento inédito na política sul-mato-grossense esteja para acontecer, "cometa" raro, e que também custará uma fortuna recorde. Depois de realizar a primeira sucessão para governador, apontada pelo titular do cargo, triunfo da transição Reinaldo/Riedel em 2022, fica o desafio agora de se manter a hegemonia para outros quatro anos. Assim a nata do poder local completará em 2030, 16 anos de comando. 

Cifras astronômicas

Há quem calcule, nos bastidores da pré-campanha, que somente o grupo ligado ao governador Eduardo Riedel gire em torno de R$ 200 milhões no ano eleitoral, contando pré-campanha e campanha. Caixa que irá abastecer "gregos e troianos", legendas das mais diversas ideologias e 90% das campanhas de reeleição na Assembleia Legislativa.  E qual o target? Evitar de todo jeito um segundo turno!

Falando grosso

Destaque para o deputado estadual do PL, João Henrique Catan, ou ainda o ex-parlamentar da Alems, Rafael Tavares, que, no caso, busca um retorno à Casa. Ambos, até o momento, tem sido figuras difíceis de se encontrar e tratar de alguma conversa que os coloque no pacote. Mérito para a resistência da dupla, que exercem algo escasso na política atual: um detalhezinho chamado independência. 

Pedra no sapato

Catan incomoda, e se apresenta como uma voz isolada na Alems, quando o assunto é a postura de fiscalização e oposição à Eduardo Riedel.  No seu último "envide", o Projeto de Lei 07/2026 que propõe o perdão e renúncia fiscal a cobranças do programa estadual "Regularize Já". Ironias à parte no nome da campanha, a solicitação, um tanto veemente, do parlamentar é a de que o Governo do Estado cesse o envio à centenas de contribuintes, de débitos retroativos que seriam na verdade abusivos. 

Tiro de alerta!

João Henrique Catan compra a briga sozinho, sem o apoio de colegas de bancada, um tanto presos no ostracismo, ou em "questões pessoais". Entretanto, parece ser peito suficiente para cutucar o Governo, não precisando de coro, do "discreto" Coronel David, ou de Neno Razuk. Prova disso, foi o aviso recente a Riedel, no qual falou até em apontar que o problema envolve "chantagem fiscal" e extorsão do Poder Público, perante empresários. Risco para o "Rieder", de alguma improbidade administrativa?

Fênix

A valentia é ousada, visto que, quem já bateu de frente com o sistema antes, e com grupo "Dono de MS", pagou bem caro por isso. Como deputado estadual, Rafael Tavares falou demais sobre a Cassems, não aceitando conselhos para "ficar mansinho". Escolha que fez com que a Justiça tivesse uma pressa bastante motivada em determinar o seu afastamento da Alems.  Mas e quanto aos decanos e poderosos da Casa de Leis?

Clube da Amizade

Segundo o tarot, búzios, alinhamento das estrelas e a futurologia da ganância política local, é bem possível que Mato Grosso do Sul reeleja com folga algum recordista mundial em mandatos, dê mais chance para outro colega oitenta, além de manter nas cadeiras da Alems deputados que já foram presidentes do Legislativo Estadual. Para quem duvida disso, é importante saber uma lição: deputado estadual é uma eleição peculiar, pois não se necessita de todos os votos, só dos necessários.  Ponto para quem tem o seu "feudo".

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