Rádio Corredor | Da Redação | 10/07/2026 18h01

Michelle Bolsonaro lança projeto para eleger bancada “puro-sangue”

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Imparáveis?

Michelle Bolsonaro terá mesmo a sua lista, e a meta é eleger todos que estiverem nela. A série de indicações possui, inclusive, um nome de projeto: Imparáveis. "Target" originalmente planejado por Jair Messias Bolsonaro e até pelo prodígio Nikolas Ferreira. A tônica, mais que nunca, em 2026, atuará no foco de emplacar bancadas, de forma que a articulação de poder fique mais organizada e não dependa tanto de avaliações individuais.  Para isso,  o Bolsonarismo aposta em um expurgo jamais visto, dando espaço para a valorização maior de "candidatos puro sangue". Sendo assim, o filtro de apoio, dos que vierem a depender do ex-presidente,  ou de sua esposa, estará neste pleito bem mais exigente. O próprio Eduardo Bolsonaro, em vídeo recente, explicou que, neste ano, deve-se evitar o apoio do pai a políticos com potencial de repetir as decepções, que foram Alexandre Frota, Joice Hasselmann e agora Zé Trovão. 

Já aconteceu...

A coluna Rádio Corredor já lembrou, em outra edição,  da polêmica convenção bolsonarista do extinto PSL em 2018. Reunião na Câmara Municipal de Campo Grande, que definiu, na ocasião, as candidaturas de Renan Contar (Capitão Contar), Soraya Thronicke, Loester Trutis e Luiz Ovando, as grandes surpresas daquele pleito. Um "esquadrão",  que unido, impulsionou em Mato Grosso do Sul o projeto de Jair Bolsonaro para presidente. Porém, um pedido de Reinaldo Azambuja (candidato à reeleição de governador) e Rodolfo Nogueira (apenas um dirigente partidário na época), foi ignorado naquele evento, demonstrando que até a oficialização,  muita pré-campanha pode derreter. O sonhado candidato a Senador da legenda, seria o Vereador Jeovane Vieira, aliado de primeira ordem do PSDB, e presidente da União das Câmaras do Estado. Só que, um gigante bate-boca na convenção "pesou o clima", fazendo com que o preferido, fosse então preterido. Após uma confusão e bravata por independência,  Soraya conseguiu ser a candidata ao Senado, venceu e depois até deixou para trás Bolsonaro. E para dia 1° de agosto, será que uma surpresa assim aconteceria na reunião decisiva do PL de Reinaldo?

Olho nela

Bem vista neste perfil de genuinidade, uma pré-candidatura tem bastante potencial para 2026, caso não seja sabotada. O nome em questão é a jovem Cassy Monteiro,  suplente da Câmara Municipal de Campo Grande, expoente da "Direita Raiz" de Mato Grosso do Sul e ainda amiga pessoal de Nikolas Ferreira. A missão dela para este ano, deve ser a de concorrer a uma das oito vagas de deputados federais de Mato Grosso do Sul. Objetivo, que no "Mercado de Previsões" do Estado, certamente aparece aparece subestimado,  o que, estrategicamente pode ser convertido a favor para Cassy.  Um fenômeno semelhante aconteceu em 2022, quando um outsider chamado Marcos Pollon foi o deputado federal mais bem votado e o único eleito sem precisar do apoio de "amiguinhos da coligação". Um ponto cego ignorado pelo sistema e que por uma campanha impecável superou os favoritos. Obras que só a Internet e o Bolsonarismo são capazes de realizar.

Então,  é truco!

Uma notícia interessante, diz respeito à primeira grande proposta, que é desenhada para cá, nas eleições que se aproximam. Eduardo Riedel, após um Governo nota 7 no Estado, prepara um novo mandato, que,  no mínimo, pode ser bem melhor.  Pelo menos, a ambição é grande, assim como a estrutura para que esse sonho se torne realidade. Prova disso, é a ousada ideia,  em torno de um mega novo programa de governo, que faça de "MS" a referência nacional em Educação Profissional.  Neste caso, a modesta Funtrab (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul), bem como núcleos que tratam do assunto na equipe do governador, ganharam uma significativa turbinada. O projeto é desenhado com todo cuidado, requinte, e, se for bem apresentado, corre o risco de se posicionar como o zap deste pleito. E dizem que a coisa é tão boa, que consultados, da Esquerda e da Direita, adoraram. O que identifica mais uma vez que Riedel na verdade é de Centro.

Pifando

A máquina de preparação,  de "doações espontâneas", para o grupo que comanda Mato Grosso do Sul, desde 2015, parece estar menos calibrada que antes. Diferente de 2022 e 2018, a motivação de empresários, em abrir o bolso, para apoiar a reeleição de quem está no poder, não está no mesmo pique. Problemas, talvez, da articulação entre a ala política dominante e CNPJs influentes do setor produtivo. Rusgas que envolvem, ao que aponta os bastidores,  problemas de "outros carnavais". A tensão com o assunto é tão evidente, que muitos investimentos em pré-campanhas têm sido protelados. Na equação do impasse, apesar da quase certeza da vitória do governador, para o seu projeto de continuidade, um nó precisa ser resolvido. Na prosa miúda de gestores empresariais, ou até de muitos políticos, o risco levantado é outro. Qual seria o ônus de permitir um poder ainda maior a Eduardo Riedel? A tabela subiria?


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