Entre transparência, bastidores e eleições, política de MS entra em ebulição
Camadas profundas e nem tanto
Para o cidadão, basta, pelo menos, ver que os serviços estejam pelo menos acontecendo, que o caótico não atinja aquilo que o Poder Público faz. Lembrando que muitas destas ações são monopólios de governos, já que o cidadão não pode asfaltar a própria rua, ou tapar buracos da via, por exemplo, bem como a construção de dispositivos de espaço coletivo. Embora as eleições de 2026 sejam para Presidente, governador, senador, deputados federais e estaduais, é nas cidades que as pessoas vivem. "Ninguém mora na União", lembra todos os anos, em mantra, a marcha dos prefeitos e a CNM (Confederação Nacional dos Municípios) em seu trabalho. Mas e a noção do eleitor/cidadão quanto a isso?
Transparência obtusa
Instrumento que avançou no Brasil nas últimas duas décadas, a "Transparência" se tornou uma piada. Na maioria das prefeituras e governos, o órgão que cuida disso é um verdadeiro "cabidão de empregos", que serve apenas para cumprir tabela. Isso porque, não se cumpre com o propósito a maior das necessidades que estudos assim deveriam oferecer: inteligência para a gestão pública e incentivo à cidadania. No fim das contas, morre tudo pela preguiça das pessoas em pesquisar, mais preguiça ainda para questionar e total inércia quando o assunto é a tomada de providências. A verdade mais triste consiste na inépcia do eleitor em saber o que pode ser o seu poder, e representatividade, na democracia. Maior problema que o câncer da corrupção, trata-se da ignorância das pessoas. Se virar Venezuela, a culpa está em todos.
Na pista
Depois de ser chamada de "vózinha" por Flávio Bolsonaro, durante a visita do "presidenciável a Mato Grosso do Sul, o nome de Tereza Cristina volta a ser analisado nos bastidores para composição na chapa do projeto mais forte de concorrência ao Lula 4. Nas conjecturas quanto a sul-mato-grossense, um convite mais efetivo de parceria pode ser alternativa, ou ainda, ela própria se tornando a cabeça do projeto, na eventualidade do "Filho 01" esfarelar ainda na pré-campanha. Tudo dependerá da artilharia petista e do jogo pesado de bastidores, que provou, recentemente, a Jair Bolsonaro o quanto o Brasil tem várias balanças. Afinal, em terra de tantos deuses em tribunais, vale a metáfora: "pesado foste na balança e foste achado em falta". Sob qual viés? Aí é uma longa conversa pra se ter.
A copa do mundo em MS
Nanicos, mas com muita vontade de fazer história, estão os pré-candidatos da "Direita Raiz" e da "Esquerda Lulista" do Estado. E, para ambos, os meses de junho e julho devem ser de muita atividade. Tanto Fábio Trab, quanto João Henrique Catan precisam antes das convenções cruzarem a barreira de 10% real em pesquisas, de forma que esse ponto de partida seja também torque de evolução. A missão não é simples, requer investimentos, credibilidade e medidas complementares de Marketing Eleitoral. Junto da urgência em crescerem, precisam travar a popularidade de Eduardo Riedel, ou, se possível, reduzi-la por meio de conteúdo crítico. O grande dilema tem a ver com a falta de equipe e improviso ainda na montagem de time dos dois "esquadrões". Sim, existe vida além da ideologia, na política então, isso aparece bem mais complexo.
Vida nova e desafios antigos
No Avante, partido político da sigla 70, o deputado estadual Lídio Lopes segue a sua carreira política, uma longa história que já completa seis mandatos consecutivos. Jornada que iniciou nos anos 2000, com o lançamento de projetos sociais e pouca badalação, mas muito resultado, especialmente em comunidades bem carentes, ou distantes da atenção comum na política. Muitos anos depois, o holofote é grande, muito por conta de Campo Grande, o rigor de adversários e a associação dele à gestão da Capital. Desafios a parte, tanto para o município mais desenvolvido do Estado, e também a outros rincões que Lídio caminha, a verdade é que uma pré-campanha, ou a campanha em si, vai muito além de retóricas. No sábado, o Avante e Lídio dão um passo importante para o que pode ser o 2026 de ambos, além, é claro, de todos envolvidos. Vale lembrar que o 2024 já foi com alguns vereadores eleitos, contudo, o presente exige mais. E sobre a retórica, falas e falas, algumas que decretam até a morte política do veterano parlamentar cristão? Aí, fica um ensinamento da roça, que vale muito, o que diz "língua não anda!".
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