Rádio Corredor | Da redação | 02/04/2026 13h13

Cenário político muda com saída de lideranças tucanas

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Última dança?

Prestes a ser extinto no Brasil, muito pela filosofia de murismo, o PSDB ensaia últimos movimentos. No Ceará deve eleger, provavelmente, Ciro Gomes, enquanto no resto do país, serão raras as possibilidades de emplacar governadores. Paralelo a isso, resta ainda a missão ardilosa de aprovar nas urnas mais deputados federais, algo que com o Mato Grosso do Sul não deve obter resultados. Tudo devido a uma debandada de "estrelas" do tucanato local, gente com mandato, algum portfólio político e que por escolha de estratégia para 2026 determina uma troca de filiação.  Qual seria a opinião do povão a respeito destes ciganos?

Refúgio 

Geraldo Resende terá como destino o União Brasil, enquanto Beto Pereira irá para o Republicanos e Dagoberto Nogueira trocará o PSDB pelo Progressistas. Baixas devido a nova estrutura do partido foi hegemônico no Estado por dez anos. Tempo suficiente para cooptar um ex-andrezista, tornar federal um deputado estadual novato e também atrair um integrante histórico do PDT. Milagres que a estrutura consegue realizar mas que a falta dela escancara o que realmente uniu diferentes players ao "tucanato" da Era Reinaldo Azambuja. Expurgo que só acontece agora devido a ida do ex-governador para o PL, a legenda de um tal Jair Bolsonaro. E quanto ao PSDB?  O que se prevê é uma volta ao tempo, de quando no passado foi apenas uma força coadjuvante.

Enquanto isso...

Duas forças que desconhecem, e vão lidar com uma verdadeira "fogueira de vaidades" são o Progressistas e o PL. Missão um tanto complicada para o quadro de dirigentes partidários que além de lidar com contínuos pedidos e eventuais insatisfações dos políticos terão também que ajustar a equação da distribuição do dinheiro dos fundos partidário e da campanha. O que não muda é a imprudência de políticos que já iniciaram operações,  com gastos financeiros e ainda operações na Internet, que precisam estar informadas na prestação de contas no futuro. Aliás,  se a coisa fosse séria,  mesmo nas pré-candidaturas, as primeiras contratações deveriam ser a do contador e a do advogado.

Cutuca daqui que eu cutuco de lá

E na chegada de Dagoberto Nogueira ao Progressistas,  sobrou até para provocação do novo colega de partido. Luiz Ovando, parlamentar federal da legenda, fez questão de lembrar que o reforço trazido por Tereza Cristina possui um "passado esquerdista". Cutucada que também teve efeito colateral, tudo por conta do ex-pedetista recordar o ciclo, inclusive longínquo, mas real, de Ovando no PPS. Os dois disputam um verdadeiro FLA-FLU na chapa que será montada, que terá a função de eleger no mínimo três, além de puxar votos para Eduardo Riedel, na sua reeleição.  Panorama interessante para dois "representantes do povo" que nunca perderam em pleito no qual concorreram ao cargo que ocupam.

Festejo esquisito

Com direito a apresentação de powerpoint,  muita bajulação e plateia que não possui senso crítico,  o Governo do Estado lançou "sonhos" para o Morenão. Desativado e "às traças", o estádio terá uma reforma e preparações para ser destinado depois à Iniciativa Privada. Com tanto veículo de imprensa, amigo da gestão de Eduardo Riedel, faltou algum empenho mínimo para analisar que o dinheiro prometido é merreca. E nem precisaria ser bom de cálculo para isso. Por exemplo, comparar com o que aconteceu com o Estádio Santa Cruz, de Ribeirão Preto (cidade com porteiro parecido ao de Campo Grande), seria um caminho. Entretanto,  essa opção custaria a necessidade de pensar, talvez questionar, o que o Executivo Estadual não gosta muito que jornalista faça. Viva eu, viva tudo, viva o Chico Barrigudo!

Olho nele

Ungido por Eduardo Riedel,  Marcelo Miranda está sendo preparado para aparecer como um dos favoritos nas eleições de deputado estadual. Fora ele, outras figuras também receberam essa benção,  que significa na prática campanhas milionárias. Acontece que lá no passado, status assim não vinha com o problema de inflação em contratos e acordos de pré-campanha e campanha. Todavia, devido ao cheiro de vaidade no ar, esse fenômeno tem recebido um convite e o próximo dilema será o de ter a sua estrutura usada para efeito de alavanca. Em suma, é quando um "amiguinho" da chapa fala no comitê central o seguinte: se ele tem, eu preciso ter!  Risco à vista para nomes assim da renovação,  principalmente se forem da "renovação goela abaixo".

Novas caras, velhos rostos

Simone Tebet foi pro lado do Lula, optando por outro Estado e pelo PSB. Porém, aqui em Mato Grosso do Sul a decisão do seu marido, outro ex-MDB foi pelo PSDB. Destino que será o próximo passo de Paulo Duarte, que foi do PT, PDT e do MDB. Ambos os nomes irão pedir voto, possivelmente para deputado estadual e a troca de sigla significa uma desculpa clara: viver novos ares e também se apresentar como novidades. O troca-troca na proximidade da fase aguda para a pré-campanha é tão intenso e descarado que o eleitor certamente não acompanha. E, quando menos se percebe, lá está eleito um "eterno parlamentar", funcionário do povo mas que não gosta de muita conversa durante o mandato. Já, em ano de pleito, criança no colo, caldo de cana e o tradicional pastel de Feira. Toma vergonha na cara Brasil! Alguém, por exemplo, dúvida dos octogenários da Assembleia Legislativa?


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