Política | Da redação | 17/04/2026 14h30

Suplência ao Senado vira moeda de poder no PL com vaga de Azambuja praticamente garantida em MS

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A disputa interna no Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul ganhou um novo foco: as suplências ao Senado. Com o ex-governador Reinaldo Azambuja tratado nos bastidores como nome praticamente consolidado para uma das vagas, cresce a movimentação de interessados em ocupar a posição de suplente, vista como estratégica e com potencial de projeção política.

Nos corredores do partido, a avaliação é de que a suplência deixou de ser apenas um posto secundário e passou a ser alvo de articulação intensa. O histórico recente reforça essa percepção, já que mudanças de cenário político podem levar suplentes a assumirem o mandato ao longo da legislatura.

Esse contexto aumenta a pressão sobre Azambuja, que ainda não definiu quem irá compor sua chapa. A escolha, segundo aliados, será feita com cautela, levando em conta critérios políticos e de alinhamento, justamente para evitar desgastes como os registrados em eleições anteriores.

Em pleitos passados, indicações articuladas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro resultaram em relações conturbadas entre titulares e suplentes. Foi o caso de Tenente Portela, suplente da senadora Tereza Cristina, e de Rodolfo Nogueira, suplente de Soraya Thronicke.

As duas situações evidenciaram falta de sintonia política. Tereza manteve distanciamento em relação a Portela, enquanto Soraya chegou a registrar boletim de ocorrência por ameaça contra Nogueira, o que acirrou ainda mais o debate sobre a importância de escolhas mais alinhadas.

Diante desse cenário, lideranças do PL defendem que a definição dos suplentes seja tratada como prioridade estratégica. A intenção é evitar novos conflitos e garantir maior estabilidade política ao grupo, especialmente em um momento em que a legenda busca consolidar força no Estado.

Enquanto isso, outros pré-candidatos, como Capitão Contar, também adotam cautela. “Já me foram apresentados vários nomes, mas essa é uma decisão estratégica, que será tomada mais adiante… neste momento, prefiro não revelar nomes”, afirmou.

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