Política | Da Redação | 12/06/2026 10h48

Simone na sinuca de Haddad: vice em SP pode sepultar sonho do Senado

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A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet voltou ao centro das articulações da esquerda para a eleição de 2026 em São Paulo. O nome da ex-senadora de Mato Grosso do Sul passou a ser tratado como a principal opção para ocupar a vaga de vice na chapa do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad ao Governo paulista.

O problema é que Simone não quer abrir mão da disputa ao Senado. A resistência da ex-ministra criou um impasse dentro da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já que o ex-governador Márcio França também pretende disputar uma das vagas para senador.

A situação se complica porque a outra vaga na chapa já estaria reservada para a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, reduzindo o espaço para acomodar os aliados.

Simone trocou Mato Grosso do Sul por São Paulo no tabuleiro eleitoral. Ela mudou o domicílio eleitoral e deixou o MDB após três décadas para se filiar ao PSB, justamente com o objetivo de disputar o Senado com apoio de Lula. O plano, porém, passou a enfrentar resistência interna diante da pressão de setores do PT e do PSB para que ela aceite a vaga de vice.

Nos bastidores, Haddad vê em Simone um nome estratégico para ampliar o alcance político da chapa. Pesquisas encomendadas pelo PT indicariam que a ex-ministra tem melhor desempenho eleitoral que Márcio França na corrida ao Senado e ajudaria a atrair o eleitorado de centro.

Mesmo assim, Simone segue irredutível. Aliados afirmam que ela considera o Senado prioridade absoluta e não demonstra disposição para recuar. França, por sua vez, também mantém o discurso de que pretende permanecer na disputa.

Lula teria deixado nas mãos de Haddad a missão de encontrar uma solução capaz de evitar um racha dentro do grupo aliado. O temor é que uma divisão abra ainda mais espaço para candidatos da direita e da extrema direita em São Paulo.

Com o governador Tarcísio de Freitas aparecendo como favorito à reeleição, interlocutores de Simone avaliam que aceitar a vice-governadoria pode representar um movimento arriscado politicamente, sobretudo diante da incerteza sobre o desempenho da chapa petista no Estado.

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