Política | Da Redação | 04/03/2026 13h38

Racha no MDB: veto à vice de Lula isola Simone e empurra ministra para fora do partido

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O diretório do MDB em Mato Grosso do Sul assinou, nesta terça-feira, um documento entregue à executiva nacional que veta a presença do partido como vice na eventual chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão, que conta com o apoio de 16 diretórios estaduais, atinge diretamente a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, uma das cotadas para o posto.

O movimento interno amplia a pressão sobre Simone, que vinha sendo mencionada como possível vice ao lado de Renan Filho. Com o veto formalizado, cresce a possibilidade de a ministra deixar o MDB para viabilizar seu projeto eleitoral em 2026.

Nos bastidores, Simone aguarda uma definição após reunião de Lula com Fernando Haddad (PT) para saber em qual estado poderá disputar as eleições. Sem o aval do MDB para compor a vice, a alternativa mais viável seria a mudança para o PSB e a candidatura ao Senado por São Paulo, estratégia vista como reforço à campanha petista no maior colégio eleitoral do país.

A permanência no MDB dependeria de uma candidatura em Mato Grosso do Sul. O presidente nacional da legenda, Baleia Rossi, já declarou que ela tem legenda garantida caso opte por disputar o Senado no Estado. Ainda assim, enfrentaria resistência do diretório regional, que rejeita a possibilidade de uma dobradinha com Lula.

Parlamentares emedebistas chegaram a sinalizar que podem deixar o partido caso Simone confirme candidatura ao Senado com apoio do presidente. A ministra tem até 4 de abril para decidir sobre eventual mudança de partido ou de domicílio eleitoral, caso escolha concorrer por São Paulo.

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