Política | Da redação | 17/05/2026 07h00

PT articula frente com seis partidos e lança Fábio Trad ao governo de MS após rompimento com Riedel

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Seis partidos formalizaram apoio à pré-candidatura de Fábio Trad (PT) ao Governo de Mato Grosso do Sul, ampliando o campo político em torno do ex-presidente da OAB/MS. A aliança foi confirmada no sábado pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, e reúne siglas da Federação Brasil da Esperança — PT, PCdoB e PV — além de PSB, Agir e Podemos.

A composição do bloco ocorre após o rompimento entre o PT e a gestão do governador Eduardo Riedel (PP). A relação foi abalada depois de manifestações públicas de apoio de Riedel ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que levou os petistas a abandonarem a tentativa de manter uma aliança no estado.

Inicialmente, o partido considerava lançar uma candidatura própria mais simbólica, com foco em garantir palanque regional ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, o desempenho de Fábio Trad nas pesquisas mudou o cenário interno. Em levantamentos recentes, o pré-candidato aparece com dois dígitos, chegando a 19,4% segundo o Instituto Ranking Brasil Inteligência.

O resultado alimenta expectativas dentro do partido, que relembra o cenário de 1998, quando Zeca do PT venceu a eleição estadual. Desde então, apenas em 2014 um petista iniciou a disputa com números semelhantes, caso de Delcídio do Amaral, que acabou derrotado no segundo turno por Reinaldo Azambuja.

Durante agenda em Campo Grande, Edinho destacou o interesse da direção nacional na candidatura. Segundo ele, o projeto busca fortalecer o campo político alinhado ao governo federal na região Centro-Oeste. A chapa em construção prevê ainda a ex-primeira-dama Gilda dos Santos, ligada a Zeca do PT, como candidata a vice-governadora.

Além de Fábio Trad, outros nomes já se colocam na disputa pelo Governo do Estado, como o próprio Riedel, que tentará a reeleição, o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), o economista Renato Gomes (DC) e Lucien Rezende (PSOL). O cenário ainda deve sofrer ajustes conforme o avanço das articulações partidárias.

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