Prefeito investigado por aumento vetado promete devolver dinheiro, mas ataca imprensa e diz: “Ninguém cometeu crime”
O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), afirmou nesta terça-feira (4), por meio das redes sociais, que irá devolver valores recebidos após aumento salarial posteriormente suspenso pela Justiça, alvos de investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por suposto enriquecimento ilícito e improbidade administrativa.
Segundo o MPMS, o prefeito, a vice-prefeita, secretários municipais e o procurador-geral do município teriam recebido subsídios reajustados por cinco meses, mesmo após decisão liminar em ação popular que suspendeu os efeitos financeiros da lei que majorava os salários do alto escalão do Executivo.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Juliano Ferro declarou que ele e sua equipe jurídica já tiveram acesso ao processo, embora ainda não tenham sido formalmente notificados. O prefeito afirmou que fará o estorno dos valores recebidos. “Ninguém cometeu crime”, afirmou.
Apesar de admitir a devolução do dinheiro, Juliano voltou a criticar veículos de comunicação, dizendo que vem sendo julgado e condenado pela imprensa.
De acordo com despacho assinado em 6 de fevereiro de 2026 pela promotora de Justiça Lenize Martins Lunardi Pedreira, a lei municipal que concedeu o reajuste teve seus efeitos financeiros suspensos por liminar concedida em 11 de março de 2025. O prefeito foi intimado pessoalmente da decisão no dia 17 de março.
Ainda assim, conforme a apuração do MPMS, a administração municipal teria mantido o pagamento dos valores reajustados entre abril e agosto de 2025. O cumprimento da ordem judicial só teria ocorrido em setembro, após nova intimação.
A promotoria aponta “flagrante descumprimento” da decisão e destaca a existência de “indícios de dolo”, uma vez que o município recorreu da liminar e teve os pedidos negados pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, mas continuou efetuando os pagamentos.
O caso foi encaminhado ao procurador-geral de Justiça, Romão Ávila, para adoção das medidas cabíveis nas esferas criminal e cível, já que o prefeito possui foro por prerrogativa de função.
Também são investigados a vice-prefeita Angela Casarotti Cardoso e os secretários Adriano Tiburcio de Souza, André Edimar Ferreira, João Paulo dos Santos, Jonatan Fernando Gregório da Silva, Juliane dos Santos Bonetti, Leandro Boeing, Lidemar Augusto da Silva, Nidia Natachi Penteado, Victor Hugo Omitto Franco, Fernando Pereira, Viviane Lopes Pereira Dantas e Araci Teresinha Militão Pereira, que teriam sido beneficiados pelos pagamentos considerados irregulares.
O MPMS apura se houve prática de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito por parte dos agentes públicos envolvidos.
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