Política | Da Redação | 09/03/2026 15h23

Nos bastidores, cálculo político aposta em Catan para embaralhar a direita em MS

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Uma articulação política nos bastidores pode estar em curso para influenciar o cenário da eleição ao Governo de Mato Grosso do Sul em 2026. Informações obtidas com exclusividade pelo site Política Voz apontam que setores do Partido dos Trabalhadores (PT) avaliam como estratégica a eventual entrada do deputado estadual João Henrique Catan na disputa, o que poderia provocar uma divisão no eleitorado de direita no estado.

De acordo com a apuração do Política Voz, a leitura de lideranças petistas seria a de que múltiplas candidaturas no campo conservador diminuiriam a concentração de votos hoje atribuída ao governador Eduardo Riedel, que desponta como principal nome para tentar a reeleição. Nesse cenário, a fragmentação eleitoral abriria espaço para ampliar a competitividade de um projeto político alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A avaliação feita internamente no partido considera que quanto mais nomes surgirem representando a direita sul-mato-grossense, maior seria a possibilidade de reduzir a força do grupo político que atualmente comanda o Executivo estadual. A estratégia, segundo a fonte ouvida pela reportagem, passa por estimular debates e movimentações que incentivem novas pré-candidaturas nesse campo ideológico.

Embora não exista, até o momento, manifestação pública de João Henrique Catan ou de dirigentes do PT sobre qualquer articulação nesse sentido, o tema já circula nos bastidores da política estadual e evidencia que a disputa de 2026 começa a ganhar contornos antes mesmo do calendário eleitoral.

Em meio às movimentações políticas, o ex-deputado federal Fábio Trad também tem defendido a importância de ampliar o debate entre correntes ideológicas distintas no estado. Ao se dirigir a lideranças da direita, ele afirmou que, apesar das divergências sobre o modelo de Estado e prioridades sociais, existe um ponto comum para o próximo pleito.

“Eu me dirijo ao Catan, ao Pollon e ao pessoal que é bolsonarista de verdade. Embora tenhamos divergências profundas sobre modelo de Estado, objetivo social e constitucional, nós temos uma missão em 2026 que nos une: fazer com que a eleição seja de fato democrática. É preciso ter um debate de modelos autenticamente diversos”, declarou.

Para Trad, o processo eleitoral precisa garantir espaço para diferentes visões políticas. Segundo ele, a presença de candidaturas ideologicamente claras fortalece o debate público e permite que o eleitor escolha entre projetos distintos para o futuro do estado.

Nos bastidores, analistas políticos avaliam que o tabuleiro eleitoral em Mato Grosso do Sul tende a ficar mais movimentado nos próximos meses, com articulações que podem redefinir alianças e estratégias dos diferentes campos políticos antes da disputa oficial nas urnas.

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