Política | Da Redação | 03/03/2026 14h20

Isolado e sem palanque, Nelsinho vê sonho ao Senado virar fumaça após benção de Bolsonaro a Pollon

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O senador Nelsinho Trad (PSD) saiu do fim de semana com um cenário mais adverso para outubro. Após sinais de que poderia integrar a chapa do grupo governista, ele viu as chances minguarem com a consolidação do apoio do PL a outro nome para o Senado, o que praticamente o deixa fora dos planos da base aliada no Estado.

A frustração ganhou força depois que Jair Bolsonaro declarou que Marcos Pollon será o candidato do PL ao Senado em Mato Grosso do Sul. A manifestação pública foi interpretada como um gesto definitivo da legenda, esvaziando qualquer espaço para composição que contemplasse o PSD de Nelsinho.

Antes disso, o senador ainda alimentava expectativa após entrevista em rede nacional do governador Eduardo Riedel, que mencionou o PSD como possível aliado. O gesto foi lido como sinal verde para negociação. No entanto, com o avanço do acordo entre o PL e o ex-governador Reinaldo Azambuja, a equação ficou mais complexa.

Se já disputava espaço com Renan Contar, agora Nelsinho dependeria de um rompimento entre Riedel, Azambuja e o PL para voltar ao jogo com apoio da máquina estadual — hipótese considerada improvável por integrantes do próprio grupo.

Reinaldo tem afirmado que nada mudou e que mantém confiança no entendimento firmado com Bolsonaro e a direção nacional do PL. Ainda assim, setores mais ideológicos do bolsonarismo avaliam que a parceria pode enfrentar turbulências até o fechamento da janela partidária, em 4 de abril, prazo final para trocas de legenda.

Internamente, o PSD também vive um dilema. Por orientação do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, Nelsinho deve apoiar a reeleição de Riedel. A posição reduz sua margem de pressão dentro do bloco governista e dificulta qualquer movimento mais incisivo por espaço na majoritária.

O cenário se complica ainda mais porque o partido pode não lançar candidatos competitivos à Assembleia Legislativa ou à Câmara Federal no Estado. O único deputado da legenda, Pedrossian Neto, avalia a possibilidade de buscar outra sigla para disputar a próxima eleição.

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