Guerra silenciosa no PL: janela fecha, tensão sobe e pré-candidatos ficam nas mãos da cúpula
Com o fim da janela partidária na semana passada, pré-candidatos ao Senado em Mato Grosso do Sul que cogitaram mudança de sigla decidiram permanecer no Partido Liberal (PL), apostando suas fichas nas convenções partidárias e, principalmente, nas decisões das lideranças nacionais e estaduais da legenda.
Entre os nomes estão Marcos Pollon, Capitão Contar e Gianni Nogueira, que agora dependem diretamente da definição da cúpula do partido. A condução do processo está nas mãos do presidente nacional, Valdemar da Costa Neto, e do presidente estadual, Reinaldo Azambuja.
Ambos afirmam que a escolha será baseada em pesquisas eleitorais, critério também reforçado pelo pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro. Seguindo essa lógica, levantamentos divulgados até o momento indicariam como favoritos o próprio Reinaldo Azambuja e Capitão Contar.
Apesar do cenário, Pollon e Gianni ainda alimentam expectativas de intervenção do ex-presidente Jair Bolsonaro. Gianni, inclusive, recebeu um sinal positivo no ano passado, antes de Bolsonaro ser preso, quando ele afirmou que uma mulher seria a escolhida. No entanto, desde então, não houve nova manifestação pública.
Por outro lado, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro divulgou uma carta de Bolsonaro elogiando Pollon e afirmando que ele será o escolhido dele para o Senado em Mato Grosso do Sul. Ainda assim, como permaneceu no PL, Pollon depende da aceitação interna para viabilizar sua candidatura.
Nos bastidores, tanto Pollon quanto Gianni chegaram a negociar filiação ao Partido Novo, que ofereceu espaço para ambos disputarem o Senado. Mesmo com a possibilidade de dupla candidatura, optaram por permanecer no PL.
Pollon decidiu confiar na promessa de Bolsonaro, feita dias após uma polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro, que teria deixado escapar uma anotação indicando pedidos financeiros para desistência de candidaturas. O documento apontava que Pollon teria solicitado R$ 15 milhões, enquanto Gianni teria pedido R$ 5 milhões — informação posteriormente negada por Flávio após o vazamento.
Já Gianni esteve próxima de oficializar sua ida ao Novo, com data definida para filiação, mas recuou após ser alertada de que sua saída poderia impactar diretamente a situação política do marido, Rodolfo. Também pesou na decisão o fator financeiro para a campanha dele. Caso não consiga a vaga ao Senado, Gianni pode disputar uma cadeira de deputada estadual.
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