Política | Da Redação | 03/03/2026 14h19

Entre bilhete e bastidor, Reinaldo banca permanência no PL e desafia escolha de Bolsonaro ao Senado

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Mesmo após a divulgação do bilhete atribuído ao ex-presidente Jair Bolsonaro indicando Marcos Pollon como possível candidato ao Senado em Mato Grosso do Sul, o presidente estadual do Partido Liberal (PL), Reinaldo Azambuja, afirmou que não pretende deixar a sigla. A declaração foi dada ao InvestigaMS, em meio ao aumento da tensão interna pela disputa da vaga.

Questionado se o anúncio poderia levá-lo a repensar sua permanência no partido, o ex-governador demonstrou confiança no acordo firmado com lideranças nacionais. “Até as convenções muitas coisas vão acontecer e estou tranquilo no partido porque confio no que combinei com Bolsonaro, Valdemar , Rogério Marinho e Flavio Bolsonaro”, justificou.

Azambuja, no entanto, não respondeu se no entendimento firmado havia a prerrogativa de Bolsonaro indicar diretamente um nome para a disputa.

Ao se filiar ao PL, Reinaldo teria recebido a garantia de que o partido apoiaria a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) e que ele próprio seria um dos candidatos ao Senado. A segunda vaga, segundo o combinado inicial, seria definida por meio de pesquisa.

O cenário começou a mudar quando o presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto, filiou Capitão Contar e o anunciou como um dos nomes do grupo para o Senado. Mesmo assim, Reinaldo manteve o discurso de que a definição ocorreria por levantamento interno.

Na semana passada, o InvestigaMS já havia antecipado que Bolsonaro deveria indicar pessoalmente o candidato, esvaziando a autonomia dos pré-candidatos locais. A confirmação veio neste sábado (28), quando Michelle Bolsonaro divulgou nas redes sociais o bilhete em que o ex-presidente aponta Pollon como seu escolhido para a disputa.

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