Política | Da Redação | 10/07/2026 15h18

Em ano eleitoral, Lula libera R$ 311 milhões em emendas para bancada de MS; Nelsinho lidera repasses

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já liberou R$ 311,27 milhões em emendas parlamentares para os 11 integrantes da bancada federal de Mato Grosso do Sul em 2026. O montante representa cerca de 74,6% dos recursos empenhados para deputados federais e senadores do Estado e integra um pacote nacional de R$ 33,89 bilhões executados pela União, o maior volume já registrado em um ano eleitoral.

Os dados, divulgados pelo Correio do Estado com base no Portal da Transparência do Governo Federal, mostram que o senador Nelsinho Trad (PSD) foi o parlamentar sul-mato-grossense que mais recebeu recursos até o início deste mês. Ao todo, foram R$ 59,71 milhões, o equivalente a 19,2% do total destinado à bancada estadual.

Na sequência aparecem a senadora Soraya Thronicke (PSB), com R$ 51,21 milhões, e o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), que lidera entre os representantes da Câmara dos Deputados, com R$ 33,41 milhões em emendas pagas.

Entre os deputados federais, os valores liberados foram:

  •  Rodolfo Nogueira (PL): R$ 33,41 milhões;
  •  Dagoberto Nogueira (PP): R$ 26,42 milhões;
  •  Dr. Luiz Ovando (PP): R$ 23,99 milhões;
  •  Camila Jara (PT): R$ 23,67 milhões;
  •  Beto Pereira (Republicanos): R$ 23,45 milhões;
  •  Marcos Pollon (PL): R$ 23,06 milhões;
  •  Geraldo Resende (União Brasil): R$ 17,35 milhões;
  •  Vander Loubet (PT): R$ 15,26 milhões.

Já entre os senadores, Tereza Cristina (PP) foi quem recebeu o menor volume até o momento, com R$ 13,70 milhões pagos. Apesar disso, ela possui R$ 23,66 milhões em emendas empenhadas, indicando que parte dos recursos ainda depende de liberação.

Os repasses contemplam parlamentares de diferentes partidos, tanto da base governista quanto da oposição.

A aceleração dos pagamentos ocorre às vésperas do período de restrições previsto pela legislação eleitoral, quando ficam limitadas as transferências voluntárias da União para estados e municípios. Permanecem autorizados apenas os repasses enquadrados nas exceções legais, como obras em andamento e ações voltadas a situações de emergência ou calamidade pública.

Em todo o país, o governo federal executou R$ 33,89 bilhões em emendas parlamentares neste ano. Desse total, R$ 18,55 bilhões correspondem a emendas individuais, R$ 7,68 bilhões a emendas de comissão, R$ 7,28 bilhões a emendas de bancada estadual e R$ 386 milhões referem-se a emendas remanescentes do antigo orçamento secreto e de dotações autorizadas em exercícios anteriores.

Ainda conforme o levantamento citado pelo Correio do Estado, aproximadamente R$ 24,5 bilhões foram transferidos antes da conclusão das obras ou projetos aos quais os recursos estavam vinculados, permitindo que estados e municípios tenham acesso aos valores durante o período eleitoral.

Em nota, a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República informou que a execução das emendas segue a legislação vigente e as determinações do Supremo Tribunal Federal (STF), ressaltando que a liberação dos recursos depende da aprovação técnica dos projetos pelos órgãos responsáveis e da disponibilidade orçamentária e financeira.

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