Política | Da Redação | 07/06/2026 07h00

De favorito de Riedel a plano B: Jaime Verruck perde espaço e surge como opção de suplente ao Senado

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O economista Jaime Verruck, que deixou o comando da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) para disputar as eleições de 2026, pode mudar novamente de rota política. Após iniciar sua movimentação eleitoral como pré-candidato ao Senado, migrar para um projeto de deputado federal e ter o nome cogitado para a vice-governadoria, agora ele aparece como principal opção para ocupar uma suplência ao Senado em eventual chapa liderada por Renan "Capitão" Contar (PL).

A possibilidade é discutida nos bastidores políticos e reforça a percepção de que Verruck, embora tenha sido um dos nomes mais prestigiados da gestão do governador Eduardo Riedel, ainda não conseguiu consolidar uma candidatura competitiva para cargos majoritários.

Segundo informações de interlocutores ligados às articulações eleitorais, o ex-secretário é avaliado para ocupar a primeira suplência de Capitão Contar caso o ex-deputado estadual seja confirmado como candidato ao Senado pelo PL. A movimentação garantiria a Verruck presença em uma chapa de destaque e o manteria no centro das negociações eleitorais do próximo ano.

Até o momento, porém, o economista não confirmou qualquer mudança de estratégia. A própria definição da candidatura de Contar ainda depende das disputas internas do PL, que também convive com a pré-candidatura do deputado federal Marcos Pollon ao Senado.

Verruck deixou o governo em abril para cumprir o prazo de desincompatibilização e anunciou candidatura à Câmara Federal. Na época, apresentou como bandeiras temas ligados à inovação tecnológica, inteligência artificial, desenvolvimento econômico e à Rota Bioceânica.

Antes disso, chegou a manifestar interesse em disputar o Senado, mas o projeto perdeu força diante das dificuldades para viabilização dentro da base governista. Mais recentemente, também houve especulações sobre uma eventual composição como vice de Riedel, hipótese que nunca foi assumida publicamente pelo ex-secretário e que encontrou obstáculos na permanência de José Carlos Barbosa, o Barbosinha, como nome preferencial para a vaga.

A trajetória recente evidencia uma sequência de reposicionamentos. Inicialmente, Verruck negociava filiação ao PP, mas acabou migrando para o Republicanos após mudanças no cenário partidário. Agora, uma nova alteração de rumo não está descartada.

Nos bastidores, a avaliação é que uma suplência ao Senado poderia representar um caminho mais seguro para manter protagonismo político, especialmente diante da disputa por vagas na Câmara Federal. No Republicanos, ele teria de enfrentar nomes já conhecidos do eleitorado, como o deputado federal Beto Pereira, a vereadora Isa Marcondes, o deputado estadual Roberto Hashioka e o vereador campo-grandense Neto Santos.

A possível composição também atende aos interesses do grupo político liderado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja dentro do PL. Conforme apurado por fontes da legenda, a intenção é ter um aliado próximo ocupando uma das suplências na chapa ao Senado.

Enquanto isso, a outra vaga de suplente do partido já teria um nome encaminhado. O advogado e ex-secretário de Fazenda Felipe Mattos é apontado como favorito para integrar a chapa de Reinaldo Azambuja.

Apesar das movimentações, dirigentes partidários admitem que o cenário ainda está longe de uma definição. Uma fonte ligada ao PL classificou as escolhas como "definidas, mas não sacramentadas", indicando que novas mudanças podem ocorrer até o período das convenções.

Caso as negociações não avancem, Verruck ainda mantém aberta a possibilidade de seguir com a candidatura a deputado federal ou até mesmo retornar à iniciativa privada, repetindo o caminho adotado por lideranças empresariais que, embora frequentemente cogitadas para disputar eleições, acabaram optando por permanecer fora das urnas.

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