Política | Da Redação | 06/03/2026 13h48

Crise em Sidrolândia: prefeito banca superintendente que chamou autista de “criatura” e sofre derrota histórica na Câmara

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A crise política em Sidrolândia ganhou novos capítulos após declarações do superintendente de Transporte Escolar do município, Luiz Cesar Assmann, conhecido como Di Cesar, que chamou uma criança autista de “criatura” durante reunião na Câmara de Vereadores. O episódio gerou revolta entre moradores, principalmente da zona rural, e acabou provocando um embate direto entre o prefeito Rodrigo Basso e os vereadores, que reagiram trancando a pauta de votações do Legislativo.

A fala de Di Cesar ocorreu em meio a críticas da população sobre mudanças nas linhas de ônibus que atendem assentamentos da zona rural. As alterações no transporte escolar já vinham sendo questionadas por moradores, que alegam prejuízos às crianças e às famílias que dependem do serviço para chegar às escolas.

Diante da repercussão negativa, vereadores decidiram suspender a votação de projetos de interesse da prefeitura como forma de pressionar o Executivo a rever as mudanças no transporte e adotar medidas em relação ao superintendente. Parlamentares afirmaram que as votações só serão retomadas quando as reivindicações das comunidades afetadas forem atendidas.

A tensão ficou evidente na sessão extraordinária convocada para a noite de quarta-feira. Sem a presença mínima de vereadores para abrir a votação, a reunião não avançou. Nos bastidores da política local, o episódio foi interpretado como uma das maiores derrotas do prefeito Rodrigo Basso na Câmara desde o início do mandato.

Mesmo com a pressão política e social, o prefeito declarou em entrevista à rádio Jota FM que não pretende tomar medidas contra o superintendente nem rever as mudanças nas linhas de ônibus.

Outro ponto que ampliou a repercussão do caso é a situação funcional de Di Cesar e de sua esposa, Ivete Maria Assmann, que também ocupa cargo na prefeitura como assessora de serviços especiais. Juntos, os dois recebem R$ 17.547 em salários do município e foram nomeados pelo próprio prefeito.

Apesar das críticas e dos pedidos de demissão que circulam nas redes sociais, Di Cesar segue no cargo. Até agora, a única manifestação oficial do prefeito foi a divulgação de uma nota de desculpas após o episódio.

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