Política | Da Redação | 14/08/2026 16h02

Azambuja ganha força para Agricultura e pode abrir vaga no Senado para Nelsinho

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O ex-governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PL) é apontado nos bastidores como um dos principais nomes para comandar o Ministério da Agricultura em um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro (PL), caso o parlamentar dispute e vença a eleição presidencial. A articulação envolve o grupo político da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que esteve à frente da pasta durante o governo de Jair Bolsonaro.

Candidato do PL ao Senado por Mato Grosso do Sul, Azambuja ingressou na legenda em setembro de 2025, depois de deixar o PSDB, e atualmente preside o diretório estadual do partido. Na disputa, tem como primeiro suplente o senador Nelsinho Trad (PSD), que desistiu de concorrer à reeleição para integrar a chapa.

Se a indicação de Azambuja para o Ministério da Agricultura se concretizar após uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, Nelsinho Trad poderá assumir a cadeira no Senado. Como primeiro suplente da chapa, ele seria convocado para ocupar a vaga durante o período em que Azambuja estivesse afastado do mandato para exercer o cargo no Executivo federal.

A eventual ida para a Agricultura colocaria Azambuja novamente em uma posição de destaque no Executivo, desta vez em uma das áreas mais estratégicas para a economia de Mato Grosso do Sul e do país. O ex-governador tem trajetória política ligada ao agronegócio e construiu parte de sua carreira em Maracaju, onde foi prefeito antes de chegar à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados.

A movimentação também ocorre em meio a uma disputa interna no PL de Mato Grosso do Sul. Na condução do partido no Estado, Azambuja trabalhou para barrar a candidatura do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) ao Senado. Pollon era apontado como o nome preferido de Jair Bolsonaro para a vaga, segundo carta atribuída ao ex-presidente e posteriormente divulgada por Michelle Bolsonaro.

Azambuja comandou Mato Grosso do Sul por dois mandatos, entre 2015 e 2023. Sua relação com o setor rural também aparece na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral. O patrimônio informado soma R$ 55,9 milhões, sendo aproximadamente R$ 47,8 milhões, ou 85,4%, relacionados a atividades e ativos ligados ao agronegócio.

Entre os bens declarados estão propriedades rurais, estruturas utilizadas na atividade agropecuária, 80 mil sacas de milho, 3.343 bovinos e participações em cooperativas.

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