Política | Da Redação | 05/05/2026 15h22

6×1 na berlinda: metade da bancada de MS abraça mudança, enquanto bolsonaristas não se manifestam

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Quatro dos oito deputados federais de Mato Grosso do Sul se posicionaram publicamente a favor do fim da escala de trabalho 6×1, enquanto outros quatro não manifestaram apoio à proposta, que deve ser analisada ainda neste mês na Câmara dos Deputados.

Defendem a mudança os parlamentares Camila Jara, Vander Loubet, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende. Eles argumentam que a alteração na jornada pode ampliar o tempo de convivência familiar, melhorar a saúde e garantir mais qualidade de vida ao trabalhador.

Por outro lado, não houve manifestação favorável por parte dos deputados Beto Pereira, Dr. Luiz Ovando, Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira.

A proposta conta com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende a implementação gradual e sem redução salarial, com o objetivo de evitar impactos negativos para as empresas. A matéria também deve avançar no Senado Federal até o período eleitoral.

Entre os defensores, Vander Loubet afirmou que a redução da jornada é uma necessidade para melhorar a vida do trabalhador. “É mais tempo para ser pai, mais tempo para ser mãe, que venha a escala 5×2”, declarou.

Na mesma linha, Camila Jara criticou o modelo atual. “A roda do sistema tem girado pra esmagar trabalhadores e trabalhadoras com a jornada 6×1. Sem tempo pra família, sem tempo pra fazer as tarefas de casa, sem tempo pra resolver pendências, sem tempo pra viver”, afirmou.

Geraldo Resende destacou sua participação na comissão especial que analisará o tema. “Estamos falando de mais tempo para descansar, cuidar da saúde, estar com a família e viver com mais dignidade. Essa é uma conquista que pode transformar a qualidade de vida de milhões de brasileiros”, disse. O deputado também defende a redução da carga semanal de 44 para 36 horas.

Dagoberto Nogueira, embora sem citar diretamente a escala 6×1, também se posicionou a favor da redução da jornada. “Acreditamos que o descanso e a valorização profissional geram mais produtividade e qualidade de vida. Por isso, nossa articulação busca o caminho da responsabilidade: avançar nos direitos sociais protegendo a economia local”, declarou.

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