Campo Grande | Da Redação | 06/02/2026 16h27

Bloquinho da Camila trava a 14 de Julho e irrita comerciantes

Compartilhe:

Evento fecha rua e irrita comerciantes no Centro

Moradores da região também relataram incômodo com a montagem da festa. Um deles chegou a acionar a polícia para reclamar do evento, mas foi informado de que a ação possui autorização municipal para acontecer.

Bloquinho da Camila trava a 14 de Julho e irrita comerciantes

A comemoração de aniversário da deputada federal Camila Jara (PT), realizada na noite desta quinta-feira (5), em Campo Grande, acabou gerando controvérsia antes mesmo de começar. A montagem da estrutura do bloco carnavalesco “Tropicampão”, na Rua 14 de Julho, região central da Capital, provocou interdição da via, reclamações de comerciantes e versões divergentes entre organizadores e autoridades sobre quem seria responsável por avisar a população.

O evento, divulgado como um bloco com baterias carnavalescas, roda de samba e DJs, também marcou o aniversário do Partido dos Trabalhadores (PT) e contou com a presença do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. A programação principal foi marcada para ocorrer entre as ruas Antônio Maria Coelho e Maracaju, a partir das 18h.

Durante a tarde, caminhões e equipes ocuparam o trecho para montagem da estrutura, o que exigiu a interdição da via para veículos e deixou apenas um espaço reduzido da calçada para circulação de pedestres. Comerciantes da região relataram surpresa com a intervenção e afirmaram que não foram informados previamente, apontando prejuízos em um período já considerado de baixo movimento no centro da cidade.

“Estamos todos preocupados com o movimento na rua, que já está baixo. Acredito que seja de propósito para nos pegar de surpresa e não conseguirmos fazer nada de última hora”, relatou uma comerciante. Outro trecho do depoimento reforça a preocupação com clientes e vendas: “Estamos avisando os clientes tudo em cima da hora. A 14 tem quatro lojas grandes de decoração e nós já temos um movimento melhor que o restante do centro”.

A organização do evento apresentou versões distintas sobre a comunicação com lojistas e moradores. Conforme informações divulgadas, a assessoria da deputada afirmou que a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) seria responsável por avisar os comerciantes, classificando a situação como falha da autarquia.

Já o vereador Jean Ferreira (PT) deu outra explicação, afirmando que houve aviso prévio direto aos envolvidos. “Houve um aviso prévio à vizinhança e lojistas. O que pode ter acontecido é uma falha de comunicação entre quem recebeu o comunicado e os proprietários. Até mesmo o estacionamento privado, que possui fluxo interno maior de automóveis, que tem ali na quadra estava ciente do fechamento”, respondeu Jean ao ser questionado.

O próprio vereador também teria afirmado que a Agetran não possui o papel de avisar comerciantes, versão que contradiz a apresentada pela assessoria da parlamentar.

VEJA MAIS
Compartilhe:

PARCEIROS