Mais de 2 mil custodiados concluíram provas do Encceja 

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Agepen | Tatyane Santinoni e Keila Oliveira - Agepen | 15/10/2021 09h01

Mais de 2 mil custodiados concluíram provas do Encceja

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Reeducandos de Mato Grosso do Sul concluíram nesta quinta-feira (14) as provas do do Exame Nacional de Certificação de Competências de Jovens e Adultos para pessoas privadas de liberdade (Encceja PPL). Ao todo, 2.096 custodiados pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), distribuídos em 37 unidades prisionais, realizaram as provas, que iniciaram na quarta (13), e visam aferir habilidades e saberes em nível de conclusão do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio para fins de correção do fluxo escolar.

Conforme os dados apresentados pela Divisão de Assistência Educacional da Agepen, o Estado registrou o maior número de inscritos nos últimos 5 anos, com aumento de 20% se comparado à 2017, com 1.741 apenados inscritos. Além da certificação para conclusão do ensino, o exame possibilita remição de pena aos custodiados.

Do total de inscritos na Agepen, 90% cumprem pena em regime fechado, representando 1.895 reeducandos e outros 201 estão em outros regimes penais ou em livramento condicional. Além deles, participam internos da Penitenciária Federal e adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, que somados, contemplam 2.234 inscritos.

As provas são aplicadas em presídios de Campo Grande, Amambai, Aquidauana, Bataguassu, Cassilândia, Caarapó, Corumbá, Coxim, Dourados, Ivinhema, Jardim, Jateí, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã, Rio Brilhante, São Gabriel do Oeste e Três Lagoas.

No Estabelecimento Penal Feminino "Irmã Irma Zorzi" (EPFIIZ), na Capital, mais de 27% da massa carcerária realiza a prova do Encceja, representando 83 mulheres inscritas. Já a unidade que registrou o maior número de custodiados foi o Instituto Penal de Campo Grande, com 301 inscritos, seguida pela Penitenciária Estadual de Dourados, com 211, e pela Penitenciária de Segurança Média De Três Lagoas, com 126.

Conforme a Resolução Nº 391 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o custodiado que concluir o Ensino Fundamental (1.600h) ou Ensino Médio (1.200h) poderá requerer a remição de pena de 50% da carga horária cumprida.

A participação nos exames de certificação conta com o engajamento dos diretores e dos servidores destacados como responsáveis pela aplicação, nas unidades penais, que promovem a divulgação e conscientização dos internos, e contam com o apoio da Diretoria de Assistência Penitenciária e da direção-geral da Agepen, evidenciando o papel fundamental que a educação exerce no desenvolvimento intelectual e na formação moral da pessoa, servindo de instrumento basilar para a ressocialização.

Para o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, a alta adesão ao exame nacional demonstra uma maior conscientização pelos detentos sobre a importância da educação. "Além de proporcionar melhores condições para ingresso no mercado de trabalho, o conhecimento incute novos valores e mudanças de comportamentos aos apenados, contribuindo na reintegração social efetiva", ressalta o dirigente.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação, a prova voltada às pessoas em situação de prisão segue o mesmo formato da regular, o que muda é o conteúdo das questões. No Brasil, foram cerca de 100 mil inscritos no Encceja PPL.

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